Nota Histórica de Faro do Alentejo
         

Antiguidade
 

Doações

Concelho

Notáveis

Faro do Alentejo, foi fundada em 1616, na herdade de S. Luís de Jacentes ( hoje Assentes ), pertença de D. Estêvão de Faro - Conde de Faro e comendador de S. Salvador de Jones.

Pertenceu ainda a D. Diniz de Faro, foi o segundo e último Conde de Faro e a D. Juliana de Faro que foi Condessa de Faro.

Foi Vila, designada antigamente por Farinho, terra muito fértil especialmente de cereais.

Em 1775, o donatário da povoação era o D. José Luís de Vasconcelos e Sousa, 6.º Conde de Pombeiro e 1.º Marquês de Belas.

O seu pároco era da apresentação da Mitra. Em 1772, era pároco de Faro do Alentejo o padre Silvestre Asario, de trinta e dois anos de idade.

Em 1774, o pároco recebia anualmente 150 alqueires de trigo e, em 1775, diz receber de côngruas 10 quarteiros de trigo, que, vendidos ao preço ordinário, rendiam cerca de 36 mil réis.

Em 1734, tinha 78 fogos e 264 almas, e em 1767, 60 fogos; em 1874, 90 fogos e 320 moradores. O censo de 1970 dava-lhe 687 habitantes.

Doações

Em 6 de Novembro de 1626, fez D. Estevão doação de terras à Câmara e povo da vila de Faro, para formarem o rossio e logradouro da terra.

Concelho

Faro do Alentejo teve Casa da Câmara, Paço do Concelho e cadeia .

Gozou de privilégios de vila.

Notáveis de Faro do Alentejo

Brasão

dos

Condes de Faro

D. Estêvão de Faro - Conde de Faro, filho de D. Dinis de Faro e de Luisa Cabral.  

Foi comendador de S. Salvador de Jones, Santo André de Morais, Santa Maria de Quintela e S. Mateus de Sardoal, Vedor da Fazenda, conselheiro de Estado dos reis Filipe II e Filipe III, vedor da Fazenda na Repartição da Índia e depois na Repartição de África, cargos que abandonou quando substituiu o meirinho-mor D.Duarte de Castelo Branco, no Conselho de Estado. No ano de 1616, esteve com a corte em Espanha, em Valladolid, assistindo ao Conselho de Estado até 1617, ano em que regressou a Portugal. Foi novamente nomeado vedor da Fazenda e assistiu às Cortes realizadas em Lisboa em 1619, ano em que Filipe II autoriza a edificação da Vila de Faro, concedendo-lhe o título de Conde de Faro.

Casou com D. Guiomar de Castro, filha de D. João Lobo da Silveira, 4º Barão de Alvito e de D, Leonor Mascarenhas, filha de D. João de Mascarenhas, capitão de ginetes de D. Manuel e D. João III, alcaide-mor de Alcácer do Sal. Deste casamento nasceu, D. Diniz de Faro-2º conde de Faro, D. Luísa Castro, D. João Lobo de Faro-Dom Prior da Colegiada de Santa Maria de Oliveira de Guimarães, D. Sancho de Faro-religioso carmelita, D. Francisco Luís de Faro, comendador de Sardoal, D. Afonso de Faro, D. Francisco de Faro-7º conde de Odemira e D. Leonor Mascarenhas.

D. Estêvão de Faro, nasceu em 1550 e morreu a 12 de Fevereiro de 1628.

usavam as mesmas armas da

Casa de Bragança

 

 

 

     

D. Diniz de Faro, foi o segundo e último Conde de Faro, sucedeu ao seu pai no título e foi comendador de Santo André de Morais e de outras terras da Ordem de Cristo.

Casou com D. Madalena de Lencastre, primeira filha dos terceiros Duques de Aveiro, D. Álvaro e D. Juliana de Lencastre. desse casamento nasceu D. Juliana, que herdou o título de Condessa de Faro.

D, Diniz de Faro, morreu ainda muito jovem, em 1630.

 
     

D. Joana Juliana Maria Máxima de Faro - 3ª condessa de Faro - foi Condessa de Faro depois de ter herdado o título de seu pai e mais tarde veio a casar em 1610 em primeiras núpcias com D. Miguel Luís de Menezes, 2º duque de Caminha e em segundas núpcias com D. Rodrigo Teles de Menezes e Castro, 2º conde de Unhão

Não deixou descendência.

 

D. Ana Maria da Piedade Teles da Silva Caminha e Menezes, 8ª condessa de Vilar Maior, nascida em 1932, é hoje a actual representante dos Condes de Faro.